Sensor de Radiação Solar
Piranômetro desenvolvido para a medição contínua da radiação solar global incidente, expressa em W/m², disponível nas classes A, B e C conforme a ISO 9060:2018.
Sobre o equipamento
Medição precisa da radiação solar global
O sensor de radiação solar é um piranômetro desenvolvido para a medição contínua da radiação solar global incidente, expressa em watts por metro quadrado — W/m².
O equipamento utiliza um detector termopilha protegido por uma cúpula de vidro, responsável por captar a radiação proveniente do hemisfério acima do sensor. Está disponível nas classes A, B e C, conforme a classificação da ISO 9060:2018, permitindo selecionar a versão mais adequada para aplicações meteorológicas, ambientais, agrícolas e fotovoltaicas.
O sensor atende aos requisitos da IEC 61724-1, pode operar em ambientes externos severos e possui indicador de nível, dupla cúpula de transmissão e visor para inspeção do dessecante.
Principais diferenciais técnicos.
Medição da radiação solar global
Classificações A, B e C conforme ISO 9060:2018
Faixa de medição de até 4.000 W/m², conforme a classe
Detector do tipo termopilha
Ampla resposta espectral
Proteção ambiental IP67
Temperatura de operação de −40 °C a +80 °C
Indicador de nível incorporado
Pés ajustáveis para nivelamento
Cúpula de vidro para proteção do elemento sensor
Dupla transmissão de vidro, conforme a configuração
Visor para inspeção do dessecante
Saídas analógicas e digitais
Compatibilidade com sistemas de aquisição e estações meteorológicas
Adequado para ambientes externos e condições meteorológicas adversas
Entenda em profundidade.
O que é um piranômetro?
O piranômetro é um instrumento utilizado para medir a quantidade de radiação solar que incide sobre uma superfície.
Quando instalado horizontalmente e sem obstáculos, ele mede a radiação solar global horizontal, que corresponde à combinação de:
- Radiação solar direta
- Radiação difusa proveniente da atmosfera
- Radiação dispersa por nuvens, partículas e vapor de água
Os resultados são normalmente expressos em W/m². Quando as medições são integradas ao longo do tempo, também podem ser utilizadas para determinar a energia solar acumulada em unidades como Wh/m², kWh/m² e MJ/m².
Classes disponíveis
O sensor está disponível em três classes de desempenho, conforme a ISO 9060:2018. A correspondência com a classificação da ISO 9060:1990 é a seguinte:
- Classe A: Padrão secundário
- Classe B: Primeira classe
- Classe C: Segunda classe
A escolha deve considerar a precisão necessária, o tempo de resposta, a aplicação dos dados e os requisitos do projeto. Os valores de não linearidade das classes A e B são especificados para o intervalo de 100 a 1.000 W/m². As características de desempenho, estabilidade e resposta variam conforme a classe escolhida.
Classe A
A versão Classe A apresenta o maior desempenho entre as configurações disponíveis. É indicada para aplicações que exigem:
- Alta qualidade metrológica
- Menor tempo de resposta
- Maior estabilidade ao longo do tempo
- Estudos climáticos
- Estações meteorológicas de referência
- Avaliação detalhada de sistemas fotovoltaicos
- Campanhas de pesquisa
- Comparação e validação de sensores
Sua faixa de medição chega a 4.000 W/m², com tempo de resposta de até cinco segundos e não linearidade inferior a ±0,2%.
Classe B
A versão Classe B oferece equilíbrio entre desempenho, velocidade de resposta e aplicação operacional. Pode ser utilizada em:
- Estações meteorológicas automáticas
- Usinas solares
- Monitoramento ambiental
- Estudos agrometeorológicos
- Redes de monitoramento climático
- Avaliação de desempenho fotovoltaico
- Sistemas de supervisão ambiental
Sua faixa de medição é de até 2.000 W/m², com tempo de resposta de até dez segundos.
Classe C
A versão Classe C é indicada para aplicações gerais de monitoramento em que não seja necessária a mesma precisão das classes superiores. Pode ser aplicada em:
- Agricultura
- Estufas
- Monitoramento de culturas
- Sistemas de irrigação
- Estações meteorológicas operacionais
- Automação ambiental
- Monitoramento de usinas solares
- Sistemas de aquisição remota
- Projetos educacionais e de pesquisa aplicada
A Classe C possui faixa espectral de 300 a 3.200 nm, faixa de medição de até 2.000 W/m² e maior variedade de interfaces de saída.
Aplicações
O Sensor de Radiação Solar pode ser utilizado em diferentes projetos, incluindo:
- Estações meteorológicas automáticas
- Monitoramento ambiental
- Usinas fotovoltaicas
- Estudos de recurso solar
- Avaliação de desempenho de módulos fotovoltaicos
- Agricultura e silvicultura
- Monitoramento do crescimento de culturas
- Estufas agrícolas
- Estudos climáticos
- Pesquisas meteorológicas
- Monitoramento de evapotranspiração
- Sistemas de irrigação
- Redes de monitoramento remoto
- Estudos de balanço de energia
- Aplicações ecológicas e turísticas
As aplicações indicadas incluem geração solar e fotovoltaica, estações meteorológicas, agricultura, silvicultura e monitoramento do desenvolvimento de culturas.
Comunicação RS485
A comunicação RS485 utiliza o protocolo Modbus RTU, facilitando a integração com:
- Dataloggers
- Controladores
- Estações meteorológicas
- Sistemas supervisórios
- Redes de sensores
- Plataformas de telemetria
Comunicação SDI-12
A interface SDI-12 está disponível em determinadas configurações da Classe C. É indicada para estações remotas, aplicações ambientais e sistemas com baixo consumo de energia.
As relações de conversão para as saídas de tensão e corrente e a comunicação Modbus RTU são apresentadas na documentação técnica do sensor.
Construção do equipamento
O conjunto utiliza componentes projetados para proteger o detector e manter a estabilidade das medições. Entre os principais elementos estão:
- Cúpula externa de vidro
- Cúpula interna de vidro, conforme a classe
- Detector termopilha
- Proteção contra aquecimento do corpo
- Indicador de nível
- Conector elétrico
- Pés ajustáveis para nivelamento
- Placa eletrônica
- Sistema dessecante
- Cabo de sinal
Proteção IP67
O grau de proteção IP67 torna o sensor adequado para instalações externas. Essa proteção contribui para evitar a entrada de:
- Poeira
- Partículas sólidas
- Umidade
- Chuva
- Respingos
- Água durante exposições temporárias controladas
Mesmo com a proteção do equipamento, a inspeção periódica da cúpula, dos conectores e do cabeamento continua sendo necessária.
Instalação
O sensor deve ser instalado em uma posição com visão livre do céu, sem obstáculos sobre a superfície sensora. Recomenda-se:
- Escolher uma área aberta
- Evitar sombras de torres, mastros, árvores e edificações
- Manter o sensor afastado de superfícies refletivas
- Nivelar cuidadosamente o equipamento
- Utilizar o indicador de nível incorporado
- Ajustar os pés antes da fixação definitiva
- Manter a cúpula limpa
- Evitar contato direto com a superfície de vidro
- Proteger e fixar corretamente o cabeamento
- Verificar se o suporte permanece rígido e estável
Para medição da radiação global horizontal, a superfície sensora deve permanecer perfeitamente nivelada.
Instalação inclinada
O equipamento também pode ser instalado em posição inclinada para medir a radiação incidente sobre um plano específico. Essa configuração pode ser utilizada para:
- Avaliação de módulos fotovoltaicos
- Estudos de fachadas
- Monitoramento de superfícies inclinadas
- Comparação entre planos horizontal e inclinado
- Análise do desempenho de sistemas solares
Nesse caso, a inclinação e a orientação do sensor devem ser registradas e mantidas durante todo o período de monitoramento.
Instalação invertida
Quando instalado com a superfície sensora voltada para baixo, o piranômetro pode ser utilizado para avaliar a radiação refletida pelo solo ou por outras superfícies.
A comparação entre a radiação incidente e a radiação refletida permite calcular o albedo: albedo = radiação refletida ÷ radiação incidente.
Essa aplicação normalmente exige dois sensores instalados simultaneamente: um voltado para cima e outro voltado para baixo.
Nivelamento
O nivelamento incorreto pode gerar erros na medição, especialmente nos períodos em que o Sol está mais baixo no horizonte. O sensor possui:
- Indicador de nível
- Pés ajustáveis
- Base de montagem
- Opção de suporte horizontal ou ajustável
O nivelamento deve ser verificado durante:
- Instalação inicial
- Manutenções
- Inspeções de campo
- Movimentação do suporte
- Ocorrência de impactos ou ventos intensos
Cuidados com a cúpula de vidro
A cúpula deve permanecer limpa e sem obstruções para garantir a passagem adequada da radiação até o detector. Durante a manutenção, recomenda-se:
- Remover poeira e resíduos
- Verificar a presença de manchas
- Inspecionar gotas secas e depósitos minerais
- Verificar a presença de condensação
- Não utilizar materiais abrasivos
- Não afrouxar ou remover a cúpula
- Evitar produtos que deixem película sobre o vidro
- Utilizar material macio e adequado para limpeza óptica
Sombras, sujeira ou condensação podem reduzir a radiação que chega ao detector e comprometer os resultados.
Sistema dessecante
O dessecante ajuda a controlar a umidade interna e a reduzir o risco de condensação sob a cúpula.
O visor incorporado permite acompanhar visualmente sua condição. Caso seja identificada alteração indicativa de saturação, o material deve ser substituído conforme o procedimento de manutenção aplicável.
A inspeção deve ser realizada principalmente em:
- Regiões úmidas
- Áreas costeiras
- Períodos chuvosos
- Instalações próximas ao mar
- Locais com grandes variações de temperatura
Calibração
A calibração do sensor é baseada na ISO 9847, e o intervalo recomendado para recalibração é de dois anos. A frequência pode ser reduzida conforme:
- Requisitos do projeto
- Sistema de gestão da qualidade
- Condições de exposição
- Histórico de estabilidade
- Intensidade de uso
- Critérios contratuais ou regulatórios
Para manter a rastreabilidade dos dados, recomenda-se registrar:
- Número de série
- Coeficiente de sensibilidade
- Data da última calibração
- Certificado aplicável
- Data prevista para nova calibração
- Histórico de manutenção
Configurações disponíveis
O sensor pode ser configurado conforme:
Classe:
- Classe A
- Classe B
- Classe C
Alimentação:
- 5 Vcc
- 12–24 Vcc
- Sem alimentação, para a saída direta de 0–20 mV
- Outras configurações
Sinal de saída:
- 4–20 mA
- 0–5 V
- 0–20 mV
- RS485
- SDI-12, conforme a classe
- Configuração específica
Comprimento do cabo:
- 2,5 metros
- 3 metros
- Outros comprimentos conforme o projeto
As opções de classe, alimentação, saída e comprimento do cabo devem ser definidas de acordo com o sistema de aquisição e o objetivo do monitoramento.
Integração com sistemas de monitoramento
O sensor pode ser integrado a:
- Estações meteorológicas automáticas
- Estações de monitoramento da qualidade do ar
- Dataloggers
- Sistemas de telemetria
- Plataformas de monitoramento remoto
- Sistemas de gerenciamento de usinas solares
- Controladores industriais
- Redes agrometeorológicas
- Sistemas de irrigação
- Sistemas supervisórios
Quando combinado com sensores de temperatura, umidade, pressão atmosférica, precipitação e velocidade e direção do vento, permite compor uma estação meteorológica completa.
Importância da radiação solar no monitoramento ambiental
A radiação solar é uma das principais fontes de energia dos processos atmosféricos e ambientais. Seu monitoramento auxilia na:
- Avaliação do balanço de energia
- Estimativa de evapotranspiração
- Planejamento agrícola
- Controle de irrigação
- Análise do desenvolvimento de culturas
- Estudos de estabilidade atmosférica
- Avaliação do desempenho fotovoltaico
- Estudos climáticos
- Modelagem meteorológica
- Interpretação da formação de poluentes fotoquímicos
Aplicação em qualidade do ar
A radiação solar influencia reações fotoquímicas na atmosfera e participa da formação de poluentes secundários, especialmente o ozônio. Em estações de qualidade do ar, seus dados podem auxiliar na:
- Interpretação das concentrações de ozônio
- Avaliação de episódios fotoquímicos
- Análise de variações diurnas
- Caracterização da estabilidade atmosférica
- Interpretação da camada de mistura
- Avaliação das condições de dispersão
- Correlação entre meteorologia e poluentes
A análise conjunta com temperatura, umidade, vento e pressão atmosférica fornece uma caracterização mais completa das condições ambientais.
Aplicação em sistemas fotovoltaicos
Em sistemas de geração solar, o piranômetro permite comparar a energia solar disponível com a energia elétrica efetivamente produzida. Os dados podem ser utilizados para:
- Avaliação do rendimento dos módulos
- Cálculo de indicadores de desempenho
- Identificação de perdas
- Verificação de sombreamento
- Avaliação de sujeira sobre os módulos
- Comparação entre períodos
- Controle da disponibilidade do recurso solar
- Monitoramento operacional da usina
O atendimento à IEC 61724-1 favorece a utilização do sensor em sistemas de monitoramento do desempenho fotovoltaico.
Detalhes técnicos completos.
- Faixa máxima
- Até 4.000 W/m²
- Sensibilidade
- 7 a 14 µV/(W/m²)
- Classificação
- ISO 9060:2018
- Faixa espectral
- 280 a 3.200 nm, conforme a classe
- Parâmetro medido
- Radiação solar global
- Grau de proteção
- IP67
- Base de calibração
- ISO 9847
- Classes disponíveis
- A, B ou C
- Saídas disponíveis
- 0–20 mV, 4–20 mA, 0–5 V, RS485 e SDI-12
- Unidade de medição
- W/m²
- Comunicação digital
- Modbus RTU ou SDI-12
- Alimentação elétrica
- 5 Vcc ou 12–24 Vcc, conforme a configuração
- Princípio de medição
- Detector termopilha
- Suporte de instalação
- Horizontal ou ajustável
- Temperatura de operação
- −40 °C a +80 °C
- Condição de armazenamento
- 10 °C a 60 °C e 20% a 90% de umidade relativa
- Intervalo recomendado de recalibração
- 2 anos
- Sensibilidade
- 7 a 14 µV/(W/m²)
- Desvio de zero
- Inferior a ±2 W/m²
- Faixa espectral
- 280 a 3.000 nm
- Não linearidade
- Inferior a ±0,2%
- Estabilidade anual
- Inferior a ±0,8%
- Faixa de medição
- 0 a 4.000 W/m²
- Resposta direcional
- ±10 W/m²
- Temperatura de operação
- −40 °C a +80 °C
- Influência da temperatura
- Inferior a 1%
- Tempo de resposta para 95%
- Até 5 segundos
- Intervalo recomendado de recalibração
- 2 anos
- Sensibilidade
- 7 a 14 µV/(W/m²)
- Desvio de zero
- Inferior a ±4 W/m²
- Faixa espectral
- 280 a 3.000 nm
- Não linearidade
- ±1%
- Estabilidade anual
- Inferior a ±1,5%
- Faixa de medição
- 0 a 2.000 W/m²
- Resposta direcional
- ±20 W/m²
- Temperatura de operação
- −40 °C a +80 °C
- Influência da temperatura
- Inferior a 2%
- Tempo de resposta para 95%
- Até 10 segundos
- Intervalo recomendado de recalibração
- 2 anos
- Sensibilidade
- 7 a 14 µV/(W/m²)
- Desvio de zero
- ±8 W/m²
- Faixa espectral
- 300 a 3.200 nm
- Não linearidade
- Inferior a ±3%
- Estabilidade anual
- Inferior a ±3%
- Faixa de medição
- 0 a 2.000 W/m²
- Resposta direcional
- Até ±30 W/m²
- Temperatura de operação
- −40 °C a +80 °C
- Influência da temperatura
- Inferior a 8%
- Tempo de resposta para 95%
- Até 60 segundos
- Intervalo recomendado de recalibração
- 2 anos
- Dessecante
- Incorporado
- Proteção
- IP67
- Peso aproximado
- 1,2 kg
- Suporte opcional
- Horizontal ou ajustável
- Dimensões aproximadas
- Ø 185 × 120 mm
- Dessecante
- Incorporado
- Proteção
- IP67
- Peso aproximado
- 0,8 kg
- Suporte opcional
- Horizontal ou ajustável
- Dimensões aproximadas
- 154 × 101,5 mm
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